domingo, 20 de agosto de 2017

Coleção "E agora você decide": um livro jogo 100% brazuca dos anos 1990

No começo da década de 1990 começaram a bombar aqui no Brasil os livros jogos da série Aventuras Fantásticas. Eram jogos que você escolhia caminhos baseados em árvores de decisão e devia rolar dados quando se deparava com algum inimigo. Na época joguei todos os que foram lançados e guardo até hoje essa coleção com muito carinho. Os livros eram traduzidos do inglês, vale dizer.

Na mesma época, aproveitando o embalo da série gringa, a Ediouro lançou em território tupiniquim a série "Enrola e Desenrola". A ideia era a mesma, mas os livros eram narrativas mais curtas, sem combates e sempre ambientados com temas mais próximos do cotidiano brasileiro. Essa semana, em uma limpeza de armário, acabei encontrando um exemplar chamado "Os Fantásticos Urbanóides".



Só comprei esse título da coleção, mas me lembro que era divertido. Era a história de um garoto que precisava fugir de uns replicantes que passavam a dominar a cidade.

Legal saber que é produção brasileira.

Mais um achado lúdico que registro aqui. Sempre gosto de lembrar que o intuito original deste blog sempre foi fazer um registro de tudo que joguei offline em minha vida.

Até o final da limpeza do armário devo achar mais.

#GoGamers

domingo, 13 de agosto de 2017

LINGK

LINGK é o sétimo volume da série GIPF. É um game no qual o autor Kris Burm reuniu características dos outros seis jogos do GIPF project (GIPF, TZAAR, ZÈRTZ, DVONN, PÜNCT e YINSH) para criar um novo embate abstrato para dois jogadores. A coleção está reeditada pela Rio Grande Games e o estranhíssimo TAMSK foi excluído do pacote.



Como os demais jogos da série, este aqui também é para dois jogadores. Regras fáceis de entender e jogo difícil de dominar (como manda o contrato dos games abstratos). Cada peça circular homenageia com uma cor um dos outros seis jogos da série. Em LINGK o objetivo é fazer pilhas de cinco cores diferentes. No entanto, no início da partida, as seis cores não pertencem a ninguém. Conforme se desenrola o combate é que os jogadores podem clamar uma cor para si e, a partir disso, as cores não podem ser movimentadas pelos oponentes.



O LINGK é uma manobra do game que permite um jogador andar por cima de outras peças de sua cor para chegar em uma peça de cor diferente. Após umas poucas partidas, deu pra perceber que o LINGK é um dos mais difíceis da série de captar o mecanismo central. Ele parece rápido e simples, mas tem uma complexidade sutil e elegante.



Eu tenho a coleção completa no formato antigo, mas não vou mentir que coça a mão para vender e comprar a coleção nova com caixas quadradas e maiores.

Mais um bom abstrato para a coleção. Esse vai render boas discussões na aula.

#GoGamers

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Workshop de Prototipação de Board Games

Hora de divulgar um curso bem bacana que vou ministrar na Encounter Board Game Café! Dia 26/9 teremos o primeiro workshop de prototipação de board games na área.



Gosta de board games e card games? Já pensou em criar o seu próprio jogo de tabuleiro, mas não sabe por onde começar? Já tem seu jogo protótipo, mas quer aperfeiçoá-lo? Esta oficina é para você.

Utilizando um kit básico de game design, iremos dar vida a uma ideia de game, do conceito até o primeiro protótipo.

Conteúdo da oficina:
- Técnicas de rascunho de grid de tabuleiros
- Como montar cartas, tabuleiros e outros materiais com qualidade técnica
- Quais materiais não podem faltar para um protótipo de qualidade
- Ideias iniciais para sessões de beta test
- Desenvolvendo um game de "race to the end"

IMPORTANTE:
1) os participantes irão receber gratuitamente um game design kit básico composto de dados variados, tokens, fichas, peões coloridos, estilete, padrões consagrados de grid e canetas coloridas.
2) todos irão manusear materiais pré-selecionados e colocarão a "mão na massa" para fazer cartas, tiles, tabuleiros e outros materiais.
3) após a oficina os participantes poderão permanecer no Encounter trocando ideias ou jogando os jogos da casa e estarão isentos da entrada

Investimento: R$220,00
Vagas: 10 (inscrições até dia 23/08/17)

INSCRIÇÕES + INFORMAÇÕES: guialmeida1981@gmail.com

ATENÇÃO! Apenas a confirmação no post do evento NÃO garante a vaga.

Clique aqui para ver mais.

#GoGamers

domingo, 6 de agosto de 2017

Cervejaria Artesanal São Paulo: pra beber e jogar

A Cervejaria Artesanal São Paulo é um lugar bem legal pra tomar com os amigos. Lá tem um cardápio de cervejas variado cheio de boas opções. Pra completar, o lugar tem uma estante com excelentes títulos de board game. De verdade, me surpreendi com a variedade. Além dos analógicos, tem um arcade que dá pra jogar vários clássicos. Algumas fotos do lugar:









Vale a visita!

Rua Paracuê, 141 - Sumaré, São Paulo - SP, 01257-050

#GoGamers

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Tides of time

Excelente título para duas pessoas. Joguei recentemente em uma visita que fiz na Encounter Board Game Café. É muito simples: o game é de draft. Você coloca uma carta na mesa e passa sua mão para o adversário. Joga-se com 5 cartas durante três rodadas. No fim de cada rodada uma carta é decartada e outra vira um poder permanente na mesa. O objetivo é montar combos com o poder/ícone/habilidade das cartas.



Tem uma camada temática de fantasia (com ilustras bem legais, por sinal) que serve para dar uma tematizada interessante no game.



É o tipo de game que eu adoro: o designer pega 15 cartas e uns marcadores e faz um game com alto replay e bem legal para dois jogadores. Uma aula mesmo. Eu adoro essa economia de componentes e síntese; por isso gosto tanto do Love Letter, Coup, Robotory e tantos outros.

Surpresa interessante. Mais um pra wishlist e tem versão nacional lançada pela Funbox.

#GoGamers

domingo, 23 de julho de 2017

Vagabond Games and Collectables & King of Cards: duas loja de games de Auckland (Nova Zelândia)

Depois da jornada australiana que comentei nesse post aqui, vim 100% de férias para a Nova Zelândia. País mais do que legal. Terra emblemática do rúgbi e de esportes radicais. Visitei duas lojas e vou contar um pouquinho sobre elas aqui:

VAGABOND

Em Auckland visitei uma loja bem bacana chamada "Vagabond". Sem muitas novidades no cardápio por aqui. A variedade é grande, mas não há nada que não se encontre em uma loja europeia ou americana (bom, é o preçp do capitalismo). Questão é que os preços são beeeeeem salgados. Eu estava pensando em comprar o CODENAME: UNDERCOVER para fechar a coleção, mas o preço estava impraticável.



Na real, cheguei num momento que vou começar a vender parte da minha coleção. Estou com muita coisa e, logicamente, a maior parte delas está pegando pó.







KING OF CARDS

Como o leitor ou leitora deve intuir: o foco dessa loja é card game. Logicamente, Magic imperando. É daquelas lojas que os caras possuem o que você quiser no estoque. Tem vitrine com BLACK LOTUS, MOX e mais uma cacetada de raridade que custam quatro ou mais dígitos. Fui tirar uma foto da vitrine de preciosidades e o cara proibiu veementemente.

Apesar do foco em cards, a loja tem um estoque respeitável de board games também.



***

Aqui fiz duas coisas legais demais. Explorando as ideias clássicas do Roger Caillois sobre a eterna busca humana pelo "vertigo" e horror lúdico, andei pendurado em cabos do lado de fora de uma torre de 120m e pulei de bungy jump de 40m! Vídeos e fotos a seguir!




Dá oi pra câmera!


Medinho épico!


Adrenaline rush!

#GoRadicalGamers

terça-feira, 18 de julho de 2017

Domingão é dia de workshop de game design no Encounter Board Game Café

Oooooooopa! Que tal passar uma tarde de domingo discutindo teorias e práticas de game design? Que tal, de quebra, levar um jogo HÚSZ do autor deste humilde site? Pois é, leitores e leitoras, no dia 23/7/2017 teremos este encontro epic level de três horas no Encounter Board Game Café para papearmos sobre este assunto tão legal.

Quer mais informações, preços, horários etc.? Clica na imagem abaixo!



As vagas já estão esgotando!

#GoGamers

domingo, 16 de julho de 2017

Rhino Hero

Esse aqui eu joguei na festa do congresso DIGRA 2017 que aconteceu em Melbourne (Australia). Como bom party game, fez a alegria de todos que estavam presentes. É um Jenga 2.0. Os players devem empilhar os andares dos prédios; para isso usam tiles de parede e de chão. No tile de chão há a instrução sobre como a parede deve ser colocada. O tile de chão também tem "poderes" que te fazem colocar um tile extra, inverter a rodada etc.

Também é preciso ir posicionando a peça do rinoceronte (que é pesada) entre os andares quando é solicitado.



A versão que joguei é a que tem componentes gigantes, mas há a versão de mesa também. Olha a alegria da criançada:





Já achei e comprei a versão de mesa para a coleção. Fora que é mais um excelente material para usar nas aulas e cursos de game design.

Essa trip rendeu boas referências e ótimos contatos!

#GoGamers #GoDIGRA

terça-feira, 11 de julho de 2017

The little book of drinking games

Post rapidinho pra comentar sobre esta pérola da literatura lúdica: um livro com diferentes mecânicas para drinking games.

























Algumas mecânicas são realmente criativas como esta aqui:

























Ideal para jogar com seus amigos cachaceiros. Por sinal, comprei este aqui de presente para um amigo meu que é chegado numa cerveja.

#GoGamers

domingo, 9 de julho de 2017

Good Games + Games Paradise + Mind Games: três lojas de jogos australianas (duas de Sydney e uma de Melbourne)

Esse post está sendo escrito de longe, muito longe. Na verdade é um post triplo para falar de três lugares legais. Vim para a Austrália participar do DIGRA - um dos maiores congressos de games do mundo - e, claro, não podia deixar de dar uma conferida em alguma boa dungeon local. Uma pesquisa na internet me revelou a Good Games como uma opção certeira na cidade de Sydney. Vamos falar dela primeiramente e depois da Games Paradise e da Mind Games.

GOOD GAMES (SYDNEY)


O nome "Good Games" é singelo, mas o acervo é brutal.

A loja é grande, bem organizada, lotada de bons títulos e com boas pessoas atendendo. Infelizmente as três expansões de games que eu estava procurando estavam esgotadas. A parte de cima é dedicada para board/card games e há mesas para jogar. O porão é exclusivo para miniaturas (especialmente Warhammer). No dia que eu visitei estava tendo um campeonato de Magic junto a algumas mesas de RPG. Dá uma conferida nas imagens a seguir:


Tudo muito organizado e fácil de achar. Detalhe: limpeza nota 10 do local.


"Vou ficar só uns minutinhos" (VADER, 2017, p.25)


Campeonatos.


Bancada das ofertas.

O endereço e contato desse templo da felicidade é:

222 Clarence St
Sydney, NSW 2000
(02) 9264 8185
townhall@goodgames.com.au

GAMES PARADISE (SYDNEY)

A Games Paradise é realmente um paraíso. Achei o sétimo volume da série GIPF nessa loja (resenha brevemente)! Coleção completa! Uma das coisas que eu mais gosto nesse tipo de lugar é a organização primorosa. Prateleiras de jogos para dois players, jogos colaborativos, abstratos, party etc.

Outro ponto bom: toneladas de acessórios e promo gifts. Saí daqui carregado de brindes para diversos games. Os preços na Australia não são muito amistosos, mas aqui não deve nada para lojas europeias ou americanas. Adorei esse lugar. Seguem algumas imagens do local





































O endereço é:

357 Pitt St, Sydney NSW 2000

MIND GAMES (MELBOURNE)

Em Melbourne eu prometi que não ia verificar nenhuma loja de games na internet. Mas o destino colocou a Mind Games no meu caminho. Mais um paraíso lúdico. Nessa loja comprei um livro sensacional. Vou postar em breve, mas é um compêndio de drinking games. Essa loja tinha um acervo de tabuleiros de xadrez deluxe que dava gosto. Bom, pelo visto, os australianos sabem como viver a vida lúdica. Mais uma loja conferida. E a ideia de fazer um guia de lojas de board game vai tomando forma cada vez mais






















O endereço desta maravilha é:
Mind Games Game Store
244 Swanston St
(03) 9923 7723

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E pra fechar, uma bela imagem minha com a opera de Sydney. Um belo cartão postal da cidade.



#GoAustralianGamers

domingo, 2 de julho de 2017

Chaparral

Último jogo lançado pelo amigo Marcos Macri pelo seu selo MS JOGOS. Chaparral é uma aventura no velho oeste na qual cada jogador representa um investidor no velho oeste americano, em busca de fortuna, prestígio e prosperidade.

O texto a seguir é o descritivo oficial do game:

Doze personagens estão representados no tabuleiro do jogo e permitem aos jogadores realizar diversas ações: recepcionar a Diligência, comprar e obter lucros com negócios e fazendas, negociar no mercado, minerar, contratar cowboys e colonos, construir a ferrovia, etc.

Planejando cuidadosamente suas ações, os jogadores conquistam cartas de objetivos. Assim, quem alcança primeiro um certo número de objetivos, dispara o fim do jogo e pode estar apto a vencer a partida.

Porém, os objetivos são limitados e além disso, eventos inesperados e a presença de apaches, deslocados de seu habitat natural pela chegada do homem branco, poderão exigir mudanças de estratégia durante o curso do jogo!




A mecânica central é de worker placement. A cada rodada os jogadores vão alocando seus cowboys tentando fazer os melhores combos para adquirir propriedades, construir a linha de trem ou fazer alianças. Jogamos na aula de Análise de Jogos. Os alunos tiveram o desafio de ler as regras e apresentar o game pra mim.



É um jogo com certo grau de complexidade e requer mais de uma partida para que entenda o funcionamento do tabuleiro e as possibilidades estratégicas.

Quero jogar de novo com mais tempo.

Parabéns ao Macri que é mais um bandeirante no mercado de produção de indie games.

#GoGamers

domingo, 25 de junho de 2017

Clank!

Esse foi um dos deck buildings mais bacanas que já joguei. Bem tematizado, com excelentes mecânicas e uma produção muito boa. Este game é um excelente exemplo de como a camada narrativa de um game vai se sobrepondo ao seu gameplay.



Em Clank! Somos aventureiros entrando em uma dungeon para roubar tesouros de um dragão. O deck building funciona conforme você vai matando os monstros e adquirindo equipamentos especiais (que são as cartas coletadas). Quando você se locomove pelo tabuleiro pode fazer barulhos (os "clanks" que dão nome pro game) e isso pode acordar o Dragão; se movimentar em silêncio é sempre melhor.



Cada vez que você faz barulho coloca um token em uma área do tabuleiro. Quando o dragão acorda, joga-se todos os tokens em um saco e sorteia-se um número. Se sair a sua cor, você toma dano. Bem divertida essa dinâmica. O importante é tentar montar um deck com cartas que anulem os CLANKS! e que tenham muitos pontos.

Arte legal e diversão garantida. Imagens do BGG.

#GoGamers

domingo, 18 de junho de 2017

Mouth trap

Nova aquisição para a ludoteca e, acredito eu, um bom exemplo para usar em aulas. A caixa já explica tudo: coloque o aparato que impede que seus lábios fechem e leia uma frase para os demais jogadores. Quem adivinha certo marca ponto, quem erra paga castigo (as cartas de castigo, em geral, te obrigam a passar vergonha compartilhando barbaridades nas redes sociais).



É besta, mas com a quantidade certa de álcool fica bem divertido. Olha o naipe da brincadeira:



No manual tem um "alerta" para higienizar os separadores de silicone para evitar contaminação. =)

Bizarro, mas um bom exemplo de como usar componentes inusitados para criar um gameplay. Único problema: os textos que você tem que ler para sua equipe foram pensados na língua inglesa e dão ênfase para construções labiais. Para jogar em português, creio que terei de fazer uma bela adaptação.

#GoGamers

domingo, 11 de junho de 2017

Arcadia Quest

Arcadia Quest é daqueles com caixa grande, pesada e cheia de componentes. É um prato cheio pra quem curte miniaturas bem modeladas. Foi lançado no Brasil pela Galápagos que, como sempre, capricha na produção.





O game é mission based. Ou seja, ele vem com o manual que possui as regras básicas e com alguns cenários pré-montados para os jogadores se aventurarem. Esse foi mais um título que pintou na aula de análise de jogos que ministro semanalmente e foi apresentado pelos alunos como um exercício de leitura de manual. O game tem muita inspiração em games de miniaturas clássicos como Star Wars miniatures. Cada player gerencia três ações de movimento com seus personagens que devem andar, atacar ou fazer ações sortidas.



O combate é bem simples e tem um mini tabuleiro para cada player gerenciar os equipamentos que cada personagem tem e acha pelo caminho. A única coisas mais demorada do game é o setup.

Bacaninha. Prato cheio pra quem curte comprar o game e pintar as miniaturas.

#GoGamers

segunda-feira, 5 de junho de 2017

CV

Esse aqui foi uma boa surpresa apresentada pelos alunos da aula de análise de jogos que ministro na ESPM no curso de Sistemas de Informação (TECH). É um game sobre sua evolução profissional e pessoal, o "CV" do título vem de "curriculum vitae". Foi lançado aqui no Brasil pela editora Conclave.

Em CV cada player está evoluindo como pessoa em seus diferentes aspectos. Diferentes decks de cartas com fases da vida vão dando o tom do game. Todos começam com alguns fatos da infância que já serão definidores de personalidade e carreira.

A partir disso, vamos usando recursos sociais, dinheiro e intelectual (que saem nos dados e nas cartas) para comprar os pedaços que irão compor nossa história.



Eu comparei esse ao Dixit. Não em termos de mecânica, mas que faz toda diferença o grupo que joga com você. Se todo mundo for fazendo um role playing das cartinhas que vão montando sua vida e CV, o jogo fica bem mais legal. A mecânica é muito simples: você faz roladas de dados e vai separando até sair um resultado que te permita comprar uma ou mais cartinhas. Tem uns fatos bem específicos, como estes aí:



No decorrer da vida, as cartas vão se sobrepondo e só vale a última que está a mostra para efeitos de conseguir recursos. No fim, todo mundo tem uma carta secreta de objetivo e uma tabela para verificar a pontuação. É um excelente exemplo de como um conteúdo bem projetado faz o jogo. Já virou estudo de case das aulas.

#GoGamers