domingo, 21 de maio de 2017

Brloh - loja de games em Bratislava (Eslováquia)

Post rapidinho para fazer um último registro de visita lúdica feita na minha recente viagem para a Eslováquia. Já falei da loja de rua da Brloh na Bratislava nesse post aqui; visitei dessa última vez a loja deles que fica no Shopping Pollus.

Ela é bem maior e mais completa, mas há poucos board games. O destaque vão para os quadrinhos, RPG e videogames.



Quem me levou para conhecer foi o grande amigo Jakub.

Valeu a visita, apesar de não ter comprado nada.

#GoGamers

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Op art: uma possível inspiração para grids de boardgames

De uma maneira bastante sintética, “op art” é uma abreviação para “optical art”, um estilo artístico que dialoga com ilusões de ótica e que se utiliza – normalmente – de formas abstratas em suas obras. Há inúmeros expoentes deste estilo, mas – neste post – eu gostaria de falar um pouquinho sobre dois caras que são uma enorme inspiração para criar jogos de tabuleiro: Victor Vasarely e Milan Dobeš. É isso mesmo, você não leu errado. As obras destes dois sujeitos são referências super legais para a gente pensar grids para boardgames (sobretudo os do gênero abstrato). Vamos falar um pouquinho sobre o trabalho dos artistas em questão para voltarmos para o assunto game na sequência.

Conheci o trabalho de Victor Vasarely (1906-1997) na Hungria, em 2010. Em uma das avenidas mais movimentadas de Budapest havia uma reprodução de uma de suas obras. Fiquei fascinado pelo movimento causado pelas formas e cores. Anotei o nome dele e fui pesquisar na internet. Visitei alguns museus da cidade que possuíam obras dele e fui descobrindo mais sobre sua vida: que ele possuía descendência húngara e francesa, que foi um dos dos “líderes” do movimento de op art e que produziu um sem número de trabalhos em seus 90 anos de vida.





Vasarely influenciou outros nomes e fez escola com suas obras. Ao pesquisar mais, descobri um museu com seu nome na cidade de Pécs (interior da Hungria) e que abriga grande parte do seu trabalho (vale frisar que os quadros deles estão espalhados por diversos museus importantes do mundo). Só consegui visitar o museu no ano retrasado, mas foi uma experiência sobrenatural. Cada quadro parecia conversar comigo e dar uma ideia de um grid diferente para vários board games. De certa maneira, algumas obras do Sr. Victor parecem te convidar para movimentar as peças e entabular um embate com um player 2 imaginário.







Ao pesquisar sobre a vida e obra de Vasarely, travei contato com outro nome importante desse estilo artístico: Milan Dobeš. Dobeš, que é eslovaco é um expoente da op art cinética. Pois é, o cara usa alavancas, engrenagens e motores em algumas de suas obras para gerar movimento e intensificar a ilusão de ótica ali apresentada. Eu pesquisei um pouco do trabalho de Dobeš, mas não tinha ideia de que um dia moraria em Bratislava, cidade que abriga um museu com seu nome e com grande parte de suas obras.



Bom, mas o que essa doideira ótica toda tem a ver com games? Tudo! Sabemos da importância de ter referências variadas para criar jogos. Trabalhos artísticos de caras como Vasarely e Dobeš podem ser inspirações extremamente relevantes e diferenciadas em um processo criativo de jogos. Principalmente quando estamos criando os grids que a ação do jogo irá ocorrer (com ênfase especial nos jogos abstratos).

Para mostrar um pouquinho como isso funciona na prática, compartilho alguns grids de tabuleiros de jogos que publiquei aqui no Brasil a seguir.



Inspiração para criar jogos está em todos os lugares. E a sua? De onde vem?

#GoGamers

Publicado originalmente no site Update or Die.

domingo, 14 de maio de 2017

Love letter - Serbian version

Há uns quatro anos atrás fiz um post sobre o card game Love Letter aqui no blog. Bom, você certamente já jogou. É bem bacana. Depois que foi lançado, ganhou uma série de versões; tem do Batman e de mais uma porrada de franquias. Na viagem recente para a Sérvia comprei a versão do jogo com personagens da história da Sérvia.

É surreal. E o General Tito é a carta da princesa.

Dá só uma olhada na arte da parada.



Minha coleção de estranhezas lúdicas está crescendo! Adquirido na Dragon Games de Novi Sad.

#GoGamers

domingo, 30 de abril de 2017

Tiny Epic Western

Ano passado eu tinha jogado o Tiny Epic Galaxies, uma caixinha que - quando aberta - revela vários componentes e várias possibilidades legais. Recentemente, joguei outro título da série: Tiny Epic Western.



Temática bem alinhada com mecânicas de area control, set collection e worker placement. Cada jogador tem de 2 a 3 meeples para alocar em espaços com poderes distintos no tabuleiro. É possível duelar e jogar poker para ter mais benefícios. Aliás, a mini-mecânica de poker embutida no game é muito bacana; um belo exemplo de como fazer um jogo dentro do jogo.



Gostei dos dados D6 que vem no formato de balas de revólver. =)

Fiquei bem curioso para jogar os demais games da série Tiny Epic.

#GoGamers

domingo, 23 de abril de 2017

Dragon Games: uma loja de games pitoresca de Novi Sad (Sérvia)

Para quem acompanha o blog, sabe que ano passado eu morei um semestre na Eslováquia fazendo doutorado. Nesse tempo que morei por lá, fiz um grande amigo que é da Sérvia: o Ondrej. Na semana passada, fui para a Hungria para apresentar um trabalho em um congresso e aproveitei para visitar os amigos na querida cidade de Bratislava. O amigo Ondrej me convidou para visitar sua terra natal e lá fomos nós para Novi Sad, a segunda maior cidade da Sérvia. Visitando o centro da cidade, encontrei a Dragon Games e aproveitei para fazer uma visita.

O lugar é muito pitoresco. Estavámos caminhando pelo centro da cidade e vimos uma placa indicando o local. Ao entrarmos em uma espécie de galeria, fomos parar em um pequeno complexo de casas bastante arruinado. Olhei pra cima e vi a placa com o nome da loja.




Subimos para o segundo andar no que parecia ser o caminho certo. Ledo engano. Demos de cara com uma porta fechada e um cachorro começou a latir muito alto. Uma senhora abriu a porta e começou a reclamar conosco (meu amigo disse que ela lançou umas maldições contra nós por perturbarmos seu sossego). Pegamos a outra escada e achamos a entrada da loja.



O lugar estava vazio e o atendente pareceu meio desconfiado da gente. Apesar do meu amigo falar sérvio e ter explicado pra ele que eu desenvolvo e estudo games, todo o tempo pairava uma aura estranha. Mas alguns minutos de bom papo e o sujeito já estava mais amistoso. Apresentou todo o estoque da loja (bem farto, por sinal) e contou sobre a "cena lúdica" nesse país. Até tirou selfie conosco (meu amigo Ondrej é o de gorro).





Cada vez mais eu empolgo com a ideia de fazer um "guia turístico" de lojas de boardgames que já visitei. Quem sabe esse ano?

Foram bons dias com comilanças extremas. A família Horvath sabe como receber bem um hóspede! Valeu, Ondrej! Pra finalizar, uma imagem do jantar da primeira noite e do emblemático relógio da torre (com uma suave neve e -4 graus).





#GoSerbianGamers

domingo, 16 de abril de 2017

Entre Juegos: um dos meus cantos favoritos de Santiago (Chile) está de endereço novo

Essa loja já teve dois posts (aqui e aqui) aqui no blog. Ela já se chamou Stronghold e depois virou a Entre Juegos. É um dos meus cantinhos preferidos de Santiago. Sempre que vou pra lá, dou uma passada pra comprar alguma lembrancinha. Antes a loja era uma portinha minúscula no Portal Lyons, mas agora está de casa nova na Nueva de Lyon 105 local 65 (Providencia). Clica aqui para mais infos, mas está bem maior agora e com muito mais opções.

Gosta de games e está indo pra lá? Separe uma horinha do seu dia para visitar. Fica do lado do metrô Los Leones.

Seguem fotos:







#GoGamers

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Santorini

Santorini é um game bem bacaninha ambientado na ilha grega de mesmo nome. O lugar é famoso pelas casas brancas com telhadinhos azuis construídas nas encostas de montanhas e o game explora justamente este feature estético do local. Diga-se de passagem, o pack de componentes é lindo - desde as ilustrações até o tabuleiro suspenso com as peças de casinhas.



Joga-se de 2 a 4 players. Em sua vez, é preciso mover o construtor e colocar uma peça de casa no primeiro nível ou continuar erguendo casas já existentes. Para construir o segundo nível é preciso estar em cima do primeiro andar de uma casa já existente. Quem conseguir colocar seu construtor no terceiro piso de uma casa primeiro, ganha a partida. Para bloquear os oponentes, é possível construir telhados azuis que impossibilitam que alguém suba e ganhe o jogo.



É bem estratégico e rapidinho (20 minutos). Pra dar um toque temático, o game tem um deck de cartas de deuses e guerreiros que conferem habilidades únicas para os jogadores gerando uma quebra na rotina de mecânicas.

Apesar do “skin” temático com deuses, casas e construtores, dá pra imaginar uma versão full abstrata dele com peças minimalistas (bem ao estilo GIPF Project). Uma boa notícia: se você não se importar com questões estéticas, é facinho de fazer um print and play pra brincar.

Ano passado, quando morei na Eslováquia, fiz uma viagem para a Grécia e visitei a ilha de Santorini. Foi legal jogar o game para lembrar essa visita.



Imagens do BGG.

#GoGamers